02/02/2019

tô cansada e sem palavras

Ok. Preciso de um lugar confortável pra sentar e escrever. Peguei um lençol pra colocar na poltrona, não quero manchá-la com tinta azul do meu cabelo. Por onde eu começo? 
Tenho muitas postagens como rascunho no blog. Coisas que esbocei e nunca consegui seguir adiante. Que passaram meses e tem um parágrafo, quando isso. Eu amo a blogosfera. Eu tô nela a tanto tempo que faz parte de mim. Não consigo imaginar minha vida sem o blog e sei que não adianta eu desativar porque sinto vontade de voltar. Mas não sei o que escrever. Os textos são sempre fáceis porque eu gosto de pôr eles em algum lugar, pra ler anos depois. E fica aqui, e não sinto tanta vergonha deles porque foram processos criativos que eu tive. Foi bom digitar sobre meus sentimentos. Nunca deixou de ser.
A questão é que eu não sinto que outras postagens além dos textos são boas o suficiente. Elas parecem curtas e sem conteúdo. Parece que preciso pesquisar pra falar sobre, mas daí eu deixo pra depois e o depois não chega. Eu abro a postagem, releio o que escrevi por enquanto e... fecho a aba. Na minha cabeça tenho várias ideias e não consigo colocar elas em prática. Pensei que talvez fosse falta de leitura, mas voltei ao hábito e ainda pareço amarrada quando a página em branco me encara.
Não dá pra classificar como bloqueio criativo. Isso dura quase dois ano. Inspiração não me falta. Na verdade, quanto mais vejo outras pessoas que admiro produzindo conteúdo, mais triste eu fico. Mais ansiosa pra postar algo. E não sai nada. Me sinto uma impostora. Essa semana um cara me disse que eu não tinha assunto e acho que isso ainda tá martelando no meu inconsciente. Tenho revisto as coisas que eu falo, que eu gosto, e eu sei que não tem nada errado em ser eu mesma. Mas na minha cabeça ninguém vai gostar de mim. Não do jeito que eu sou. Buscando eternamente a aprovação alheia porque não encontro ela no meu próprio peito. Outro dia, me disseram que eu usava roupas provocativas demais. Vocês imaginam a crise de imagem que eu tive?
O que vocês fazem quando se deparam nesse estado? O que eu posso fazer?

07/01/2019

das vezes que você disse me amar olhando nos meus olhos...


8 de Maio
- Lari... - eu estava no lado de fora, sentada na mesa perto da piscina e da garagem onde estávamos bebendo e conversando antes de eu declarar que estava com sono e eles falarem que iriam arrumar o quarto para dormirmos. Levantei e caminhei meio sonambula meio bêbada até dentro da casa, ou essa foi a intensão, mas ele veio ao meu encontro, olhou para os lados para certificar que nosso amigo não estava por ali para ver, colocou delicadamente suas mãos nas minhas bochechas e me beijou. 

I don't wanna hide us away 
Tell the world about the love we makin' 
I'm living for that day, someday

19 de Junho
- Acho que vou para casa - eu disse, em pé na frente dele e querendo parecer distante. Senti o olhar dele sobre mim ao tempo em que me puxou para um abraço. Fiquei surpresa por aquele ato em público, e mais surpresa por ele não ter me largado. Ainda envolta nos seus braços, me permiti inspirar o seu perfume da blusa, e olhei pro seu pescoço mais uma vez - belo chupão - senti meu sorriso malicioso ser correspondido antes de me desvincilhar e seguir até a porta da lanchonete enquanto nosso toque passava do braço à mão, da mão às pontas dos dedos. 

You only ever touch me 
In the dark 
Only if we're drinking 
Can you see my spark 
And only in the evening 
Could you give yourself to me 
Cause the night is your woman 
And she'll set you free

15 de Agosto
Assim que sai porta afora e vi que não havia ninguém no curta trajeto que tinha que fazer entre um prédio e outro para voltar à aula, senti um alívio. Ele tinha ido com o pessoal nas turmas do prédio A. Mas quando estava na metade do caminho ouvi uma voz muito familiar me chamar. 
- Ei, Lari... - parei imediatamente, fechei os olhos, respirei fundo. Hesitei se deveria continuar ou me virar. Por fim, dei meia-volta com meu corpo.
- O que? 
- Espera aí. - ele vinha caminhando devagar devido ao gesso no pé. Fiquei ali parada sem paciência e querendo correr, mas meus sentimentos não permitiram. Ao chegar mais perto, repeti minha pergunta, ao que ele respondeu me abraçando que não queria nada. Não retribui o abraço. Fiquei sufocada no seu peito com os braços parados do lado do meu corpo. - E o meu moletom? - ele ainda não havia me largado.
- Que moletom?
- Vai se fazer de desentendida mesmo?
- Sim. Não tem moletom nenhum. - ao notar meu tom ele me largou, ao que eu sorri falsamente. Andei um pouco mais devagar para acompanha-lo, mesmo não querendo, mas imaginei que seria mais suspeito se chegássemos com segundos de diferença. 

I still feel you, now and then 
Slow like pseudo-ephedrine 
When you see me, will you say I've changed? 
I ride the subway, read the signs 
I let the seasons change my mind 
I love it here since I’ve stopped needing you

20/12/2018

Digamos que eu sumi, né?!

A verdade é: eu sumi. Eu não posso negar e tampouco dizer que foi por não ter nada para escrever sobre. Mas aconteceram... coisas. Muitas delas. E eu nunca tive uma obrigação com esse blog - olha, ele existe desde 2014 e era muito pessoal - mas de uns tempos pra cá, depois que eu percebi que algumas pessoas realmente visitavam e liam ele, criei uma certa responsabilidade pelo que posto aqui. E isso meio que me travou. A maioria das postagens sempre foram textos ou poemas de amor/sofrências da vida, e não foi por falta desse tipo de conteúdo que não voltei pra blogosfera, de fato, tenho vários textos desse período que me mantive afastada. Outro ponto que acredito que criou essa barreira inconsciente pra mim foi que os textos recentes que postei foram sobre uma pessoa específica da qual eu tive que, ao pé da letra, fazer uma desintoxicação. Não quero entrar em detalhes, mas foi/é um processo longo, dolorido e desgastante de redescoberta pessoal, autoconhecimento, independência emocional, terapia intensiva, etc. Estou melhor agora e prefiro não me estender nisso, apesar de sentir que tenho algo a mais a dizer. Estou tentando me convencer que não devo explicações longas sobre.


A segunda coisa que me impossibilitou de postar, mesmo que desejasse muito, foi, óbvio, a faculdade. Além das atividades de aula - eu peguei as 7 disciplinas do semestre e fiquei quase louca pra perceber que é humanamente impossível terminar a graduação em 4 anos - eu comecei a estagiar em uma das secretarias da UFSC. Está sendo uma experiência incrível, não em questão profissional, mas pessoal. Conheci muitas pessoas dispostas e interessadas no meu bem-estar (eles fizeram uma festinha de aniversário pra mim, com bolo vegano e tudo. Me fez começar a amar aniversários, e eu aproveitei esse o máximo que pude) e, devido ao entra-sai dos outros estagiários, tive que lidar com perdas e despedidas melhor. 

Devido a tantas turbulências nas relações, estou bem mais na minha agora. Mostrei aos outros os meus limites de dar-receber e nisso tive que me afastar de boa parte das pessoas que eu mantinha na minha vida porque percebi o quão ruins elas eram para mim e pro meu crescimento. Aprendi finalmente a amar minha companhia, a estar sozinha e não pesar de que pra minha idade eu deveria estar em alguma rua com conhecidos. E que conhecidos não são amigos. Comecei a praticar me expor e deixar minha voz sair. A entender que o que eu tenho a dizer é relevante e que, se eu não falar por mim, ninguém vai. Ninguém sabe das minhas dores melhor que eu


Acredito que em resumo é isso. Estou contente com o que escrevi. Vejo vocês logo (?) e obrigada por cada um que não desistiu de ler meus devaneios ❤️ 

20/07/2018

partículas de poemas para j.

I.
i can't look in your eyes
or see you smile
at everyone else but me

and every fucking time my mind
keeps going back to when we were alone
and you gave me all i wanted

when you ask me how i am
i tell you all the lies that i know you wanna hear
i guess you know that's not the real me

my friend says she don't wanna see me hurt
neither do i
but i keep going back to you

every
fucking
time

II.
[...]
eu sou um blues mal compreendido.
e tu é a tristeza que habita cada letra e refrão.

III.
Não te vi hoje. Nem ontem. Fiquei esperando por tua mensagem escutando a chuva durante toda a madrugada com uma musica romântica na minha cabeça. A verdade é que tenho feito isso todos os dias. Quando não estou falando em ti, estou te esperando ou lembrando de você, ou os três ao mesmo tempo. É confuso pra mim porque eu sempre fui muito na minha. Minha mente não tá acostumada a pensar tanto em alguém além de mim. E eu lembro quando como, quando tomo banho, quando tô deitada tentando dormir. O vento tá soprando e ele gela meu pé pelas frestas da porta.

08/07/2018

perguntinhas aleatórias e gostosas de responder

Oi seres lindos que habitam esse universo! Acho que voltei. A razão de eu ter sumido daqui fica pra outra postagem que eu tô escrevendo - uma hora sai, eu juro. O importante é que fiz esse layout e eu amei ele demais e ele me deu vontade de voltar a bloggar. Esse post é pra ser bem descontraído e ele tava nos rascunhos junto com outros. Anyway, são perguntas que eu vi no blog da Gabi, obrigadinha <3

Você desce da cama pelo lado esquerdo?
Não. O lado esquerdo da minha cama é encostado na parede e não tenho super-poderes capazes de me fazerem atravessar ela. 

Há coisas coladas na sua parede?
Sim. Eu sai da adolescência mas a adolescência não saiu de mim. 

Chinelos convencionais te incomodam?
Todos os chinelos me incomodam. 

Qual seu dedo preferido?
Todos! 

Quando você era criança seu cabelo era de um jeito que não é mais agora?
Com o mesmo penteado que uso agora. 

O que fez com as figurinhas que guardou pra depois?
Colo tudo num momento de impulsividade e me arrependo (um pouco).

Qual foi sua pior experiência com vôlei?
Eu era muito pequena e sempre saia mal nos jogos na escola.

Se você pudesse se vestir com todas as cores do mundo, com qual não se vestiria?
Cores neon, cáqui. 

Por que você não gosta de sorvete de chocolate?
Porque sempre achei sorvete de chocolate enjoativo. E agora eu não como sorvete por preguiça de fazer/procurar versões veganas. 

Qual é a palavra que te define?
Mal-funcionamento. Me sinto alguma máquina com muitos problemas técnicos.

Quantos anos você tinha quando aprendeu a andar de bicicleta sem as rodinhas?
Eu era bem medrosa. Adora andar de bicicleta, mas demorei até tirar as rodinhas. Acho que em torno dos 10 anos.

Seu cajado de pegar manga era feito com garrafa pet ou lata de nescau?
Nunca peguei manga com cajados! Mas tenho imagens da cidade dos meus pais onde pegavam frutas com cajados de lata de nescau (são imagens muito prazerosas de lembrar).

Qual a sua pizzaria favorita?
Não tenho. Não como pizza (porque eu nunca cheguei a procurar lugares que façam pizza vegana em Floripa). Na minha cidade natal não havia opções veganas.

Quantas camisas estampadas você tem?
Todas hahaha. E de diversas estampas.

Qual o desenho bordado nas suas toalhinhas de criança?
Meu nome bordado. Se havia algum desenho eu não lembro :(

Já viu Donnie Darko?
Tentei ver duas vezes, consegui chegar ao final uma. Não que eu não goste, mas não tenho costume de rever filmes :B

Quantos hidratantes você tem na sua coleção?
Não chamaria de coleção, mas 3.

Seu sotaque condiz com o sotaque da sua região?
Da minha cidade natal, perdi boa parte (isso me deixa nostálgica de certa maneira). De onde moro atualmente, demais! Alô sotaque manézinho, te amo.

Você gostaria de ser chamado pelo seu nome ao contrário?
Não acredito que Assiral seja um nome bonito lkdfjslkds

Qual a sua meia mais diferentona?
Diferentonas não, mas tenho dois pares, um de luas e um de estrelinhas que eu gosto muito.